Plenos como a lua.
esferamanuscrita
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Sem diversão não tem solução.
Se algo incomodar ao seu olhar,
olhe pra formiga ou,
se incomodar seus ouvidos,
escute o assovio do vento.
Se incomodar seu nariz,
faça um bigode debaixo dele com a ponta do cabelo,
ou com o dorso do dedo.
Se comer alguma coisa amarga,
uma coca-cola resolve.
E por fim,
se caso sua mão tocar o intocável,
assopra que tudo ficará mais suave.
É isso por hoje.
Rita B.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
"O movimento que nasce da serenidade traz harmonia"
Frase de Maria Lúcia Lee, mestre em Práticas Corporais Chinesas.
Publicada no blog
http://diariodepraticascorporais.wordpress.com/
Frase de Maria Lúcia Lee, mestre em Práticas Corporais Chinesas.
Publicada no blog
http://diariodepraticascorporais.wordpress.com/
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Passarinho fez um ninho na árvore de fronte à minha casa.
Escolheu um galho bem arranjado na copa da pitangueira.
A passarinha-mãe permaneceu dentro do ninho, em cima dos ovos, por muitos dias.
Inabalável sua atenção e cuidado.
A pitangueira, neste tempo, cobriu-se de flores.
Os frutos vieram e os ovos eclodiram.
E tudo nasceu.
A fome e os frutos.
Os passarinhos abriram seus bicos tão logo nasceram.
Duas bocas-bicos abertas-abertos em direção ao céu.
É de lá que chega a passarinha-mãe trazendo o alimento para os passarinhos-filhotes.
E a árvore-pitangueira regozija-se e se oferece a este singelo movimento da natureza.
Rita
Marcadores:
a fome; os frutos
domingo, 16 de outubro de 2011
Quanto ao equilíbrio,
vamos ver.
Que consciência é essa que te tolhe e
te impulsiona à beira do abismo?
O que te desequilibra?
Sem o desequilíbrio é impossível dançar.
E dançar faz parte da vida de quem vive de verdade.
Não dá pra estagnar.
Pode-se dizer que dançamos conforme a música.
Venho aqui e digo: quero a melhor dança.
Nem que música não soe assim tão bem.
(Lembro agora da dança Butoh).
Hoje acordei pensando nas brechas.
É por aí que quero passar.
Rita
Em nome do amor
Em nome do amor
nos refletimos nos olhos
um do outro
e encantados ficamos.
Em nome do amor
nos tocamos:
mãos, braços, lábios,
hálito, corpo e alma.
Em nome do amor
dançamos em cópula
como fazem as flores
quando estão em êxtase.
Em nome do amor
nos unimos
e geramos frutos,
os frutos do amor.
Em nome do amor
cuidamos de tudo,
como os heróis no front
ansiando pela vitória.
Em nome do amor
estabelecemos estratégias,
nem sempre compartilhadas.
Mas tudo é feito em nome do amor.
Ao contar nossas perdas,
apontamos os culpados.
Não se permite a derrota.
Em nome do amor
estabelecemos a sentença
e brindamos com uma taça
cheia de amargor.
Em nome do amor
nos banimos mutuamente
criando um deserto
de solidão e dor.
Tudo, em nome do amor.
Rita
Rita
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Eram incontáveis
as flores que caíam
como chuva
cor de rosa.
Rosa, rosa, reza, rosa.
Sentei-me embaixo
da árvore que chovia
por capricho de pássaros
que brincavam na copa.
A copa da árvore tão plena de flores tão rosa.
E tudo isso era tão lindo
e tão... rosa.
e tão... rosa.
Tão macia era a chuva de tantas flores
de uma árvore cor de rosa.Tapete de flores para um príncipe passar.
No meio das flores caídas
uma formiga caminhava carregando
como Hércules uma flor.
Apenas uma flor entre mil.
Rita
Ago/2011
Marcadores:
a flor
terça-feira, 26 de abril de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Meu Irmão
O que eu quero te dizer é que o que eu sinto por você é intenso.
E imenso também.
Há muito tempo estamos juntos...
Fomos sonhados e projetados pela mesma matriz.
Bem antes de eu começar a lembrar do que eu lembrava, ali estava você meu irmão.
Não é possível estabelecer quando se iniciou este nosso elo engendrado pela Natureza.
Talvez sejamos, neste ponto de vista, pré históricos, ou mesmo, medievais.
Pensar no nosso passado é de uma vasta dimensão...
Mas, o que eu quero aqui, a partir disto que eu sinto, e que também não consigo dimensionar, é estabelecer e reafirmar um compromisso de futuro.
Que esta nossa vida em comum dure ainda por muito tempo.
Que esse compartilhar comprometa nossos sonhos e que estes germinem novas matrizes e outros tantos projetos e sonhos.
O que eu quero te dizer aqui meu irmão, irmão meu, é que este nosso encontro foi, no mínimo, maravilhoso.
Rita
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
a palavra
a palavra
para mim
é imperdoável
quando é dita já é dada
não pode ser desdita
talvez, emendada
por isso, deve ser bendita
e muito bem empregada
se ela for escrita
no papel ficará lavrada
se acaso for digitada
atenção! a palavra enviada
não será mais controlada
correrá por aí à toa
qual ovelha desgarrada.
rita
quarta-feira, 14 de julho de 2010
O mar quando quebra na praia
Sabe,
eu preciso falar
É que eu gostaria muito
de ser muito amada
de ser uma Jorge Amada
uma tão amada
que eu me espraiasse
de uma preguiça serena
de quem balança
na varanda de uma rede
sentindo um revoar
macio de saudade de seda
de uma luz que dança
no panejar da palmeira
e da onda que chega
sem compromisso de pressa
nem escassez de espuma
Para isso então
tento transformar uma gota
uma só gota
em um oceano inteiro
um mar sem fim
um pescador de mar
enfim...
é muito bonito o mar
quando quebra na praia
Rita
eu preciso falar
É que eu gostaria muito
de ser muito amada
de ser uma Jorge Amada
uma tão amada
que eu me espraiasse
de uma preguiça serena
de quem balança
na varanda de uma rede
sentindo um revoar
macio de saudade de seda
de uma luz que dança
no panejar da palmeira
e da onda que chega
sem compromisso de pressa
nem escassez de espuma
Para isso então
tento transformar uma gota
uma só gota
em um oceano inteiro
um mar sem fim
um pescador de mar
enfim...
é muito bonito o mar
quando quebra na praia
Rita
Poesia
Poesia é corpo.
É experimentação. É natureza.
Às vezes flutuo
Sinto meus pés no ar
E me espalho como nuvem rala.
Outras vezes, fico densa.
Sou concreta como a pedra imensa.
Ou como um seixo que rola ao sabor das marés.
E mais outras, ainda, sinto-me como água.
Líquida.
Fluída.
E desejo a palavra apenas para obter uma forma.
A poesia me preenche e também me esculpe.
A poesia, para mim, é.
Simplesmente.
Rita
confiança
Estou aqui. Esperando para me dirigir ao hospital. Vou ser submetida a uma cirurgia.
Na verdade, estou apavorada por tudo que uma cirurgia implica. Corte, dor, desconforto.
Sou como a nau portuguesa de Fernando Pessoa em seu “Mar Português”.
“Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.”
Estou tentando passar pelo Bojador e imaginar que vai valer a pena.
Tudo é tão grande... por ser desconhecido.
Mais uma vez me torno líquida.
Mais uma vez fluo neste fluxo que, ora me empurra e ora me puxa.
Para abrir “push”, para fechar “pull”, dizem as portas quando quero passar.
Abrir e fechar portas.
Entregar-se e recolher.Sempre pulsar e nunca trancar.
Azeitar as chaves para que girem no tambor.
Permitir-se o passar por uma passagem, mesmo que seja estreita. Só pra mudar de território, de paisagem e geografia.
Eu só quero mesmo é chegar sem me perder, sem naufragar e nem sucumbir.
E vamos à aventura.
Ao mar.
Rita
terça-feira, 13 de julho de 2010
Sensação de calores.
Muitos calores.
Esquento e esfrio sem parar.
Quem está soprando esta brasa?
Inicialmente tentei conter o calor.
Hoje já são 10 dias que este abrasamento começou.
Lembrei-me de deixar o calor chegar.
Deixá-lo chegar com tudo.
Deixá-lo chegar e também deixar ir embora.
Lembrei-me também que assim devo proceder com as contrariedades que vão chegando no meu dia a dia.
Deixar que venha e depois deixar ir embora.
Não oferecer resistência.
Apenas deixar fluir.
Rita
Muitos calores.
Esquento e esfrio sem parar.
Quem está soprando esta brasa?
Inicialmente tentei conter o calor.
Hoje já são 10 dias que este abrasamento começou.
Lembrei-me de deixar o calor chegar.
Deixá-lo chegar com tudo.
Deixá-lo chegar e também deixar ir embora.
Lembrei-me também que assim devo proceder com as contrariedades que vão chegando no meu dia a dia.
Deixar que venha e depois deixar ir embora.
Não oferecer resistência.
Apenas deixar fluir.
Rita
terça-feira, 22 de junho de 2010
Formatura da Martina
Hoje é um grande dia.
Dia de fechamento.
Dia de chegada.
Dia de romper a fita e abrir o peito.
De estourar uma champagne e dizer viva!
Dia de quem cumpre a meta.
Dia de quem olha pra trás e vê o caminho percorrido.
De quem olha pra frente e vê um novo horizonte.
Dia de passar por um portal.
Dia que jamais se esquece.
Dia que se ritualiza pra ficar na memória.
Dia de saborear as experiências.
Dia de render graças ao que foi permitido.
Dia de receber as bênçãos de quem torce por você.
Dia de sentir na alma um banho de alegria.
Dia de abrir os braços para receber tantos parabéns.
Parabéns por seu desempenho.
Por toda a jornada.
E, principalmente, por ter acreditado em seu sonho.
VALEU!!!!!!!
Rita em 22 de março de 2010.
Dia de fechamento.
Dia de chegada.
Dia de romper a fita e abrir o peito.
De estourar uma champagne e dizer viva!
Dia de quem cumpre a meta.
Dia de quem olha pra trás e vê o caminho percorrido.
De quem olha pra frente e vê um novo horizonte.
Dia de passar por um portal.
Dia que jamais se esquece.
Dia que se ritualiza pra ficar na memória.
Dia de saborear as experiências.
Dia de render graças ao que foi permitido.
Dia de receber as bênçãos de quem torce por você.
Dia de sentir na alma um banho de alegria.
Dia de abrir os braços para receber tantos parabéns.
Parabéns por seu desempenho.
Por toda a jornada.
E, principalmente, por ter acreditado em seu sonho.
VALEU!!!!!!!
Rita em 22 de março de 2010.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Em qualquer cantinho
A vida acontece em qualquer cantinho.
Quando menos se espera,
brota um sinal de vida
ali e ali.
A vida acontece -
- não precisa haver força.
Se dá simplesmente.
E o que pede em troca é
nada nada.
A vida chega e se dispõe
a acontecer mesmo sem querer.
A gente é que precisa conter
pra que não haja uma
explosão de vida.
Ou que ela chegue sem pedir licença.
A gente não estava esperando.
A morte, também, acontece em qualquer cantinho.
Aqui, ali e ali.
Quando menos se espera,
brota um sinal de morte.
Não precisa de nada nada.
Se dá e pronto.
A morte chega e se dispõe
a acontecer mesmo sem querer.
A gente é que precisa conter
pra que não sejamos
consumidos pelo morte.
Ela chega chegando sem pedir licença.
A gente, também, não estava esperando.
rita/10
Quando menos se espera,
brota um sinal de vida
ali e ali.
A vida acontece -
- não precisa haver força.
Se dá simplesmente.
E o que pede em troca é
nada nada.
A vida chega e se dispõe
a acontecer mesmo sem querer.
A gente é que precisa conter
pra que não haja uma
explosão de vida.
Ou que ela chegue sem pedir licença.
A gente não estava esperando.
A morte, também, acontece em qualquer cantinho.
Aqui, ali e ali.
Quando menos se espera,
brota um sinal de morte.
Não precisa de nada nada.
Se dá e pronto.
A morte chega e se dispõe
a acontecer mesmo sem querer.
A gente é que precisa conter
pra que não sejamos
consumidos pelo morte.
Ela chega chegando sem pedir licença.
A gente, também, não estava esperando.
rita/10
segunda-feira, 14 de junho de 2010
O "Poema dos olhos da amada"
Acordei com essa música nos ouvidos.
Acordei com Vinicius de Moraes e me senti abençoada, pois é algo que chega fácil ao coração.
Essa é uma versão da poesia em letra de música cantada por Maria Bethania.
Sei que minha vida tem como fundo as músicas e as poesias de Vinicius de Moraes.
A Benção Vinicius de Moraes!
maria betania canta vinicius
Poema dos olhos da amada
Ó minha amada
Que olhos os teus
São cais noturnos
Cheios de adeus
São docas mansas
Trilhando luzes
Que brilham longe
Longe nos breus...
Ó minha amada
Que olhos os teus
Quanto mistério
Nos olhos teus
Quantos saveiros
Quantos navios
Quantos naufrágios
Nos olhos teus...
Ó minha amada
De olhos ateus
Quem dera um dia
Quisesse Deus
Eu visse um dia
O olhar mendigo
Da poesia
Nos olhos teus...
Acordei com Vinicius de Moraes e me senti abençoada, pois é algo que chega fácil ao coração.
Essa é uma versão da poesia em letra de música cantada por Maria Bethania.
Sei que minha vida tem como fundo as músicas e as poesias de Vinicius de Moraes.
A Benção Vinicius de Moraes!
maria betania canta vinicius
Poema dos olhos da amada
Ó minha amada
Que olhos os teus
São cais noturnos
Cheios de adeus
São docas mansas
Trilhando luzes
Que brilham longe
Longe nos breus...
Ó minha amada
Que olhos os teus
Quanto mistério
Nos olhos teus
Quantos saveiros
Quantos navios
Quantos naufrágios
Nos olhos teus...
Ó minha amada
De olhos ateus
Quem dera um dia
Quisesse Deus
Eu visse um dia
O olhar mendigo
Da poesia
Nos olhos teus...
domingo, 13 de junho de 2010
Matéria Escura
Aonde colocarei
o que me dói?
Ao impacto desta lança,
encontrei a vertigem.
Cheguei ao território
daquilo que não possui forma
e tudo se comprime.
Perdi minhas cordas.
Desfolhei-me.
Já não tenho pétalas.
Choro para ver se escapo.
Como se, em líquido estado,
pudesse eu migrar
deste ingrato espaço.
A tarde sangra,
A luz se apaga.
Em desvario profundo,
eu, no meio do mundo.
rita
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Guzpido Krush
Poesia de Guzpido Krush
http://ventania.blog.br/
Preguntas de la cuchara de plata:
Bueno, yo sabía la respuesta.
Y Nada le digo.
preguntaran de nuevo:
Y Nada, le digo, en verdad es la respuesta.
Sin embargo Nada,
Nada es la respuesta
para
todos los cubiertos.
pero Nada es por la plata
pero Nadie es por mi plata
Dios, los dos a la vez:
Deme pan, deme pan!
6 de junho de 2010
http://ventania.blog.br/
Preguntas de la cuchara de plata:
Bueno, yo sabía la respuesta.
Y Nada le digo.
preguntaran de nuevo:
Y Nada, le digo, en verdad es la respuesta.
Sin embargo Nada,
Nada es la respuesta
para
todos los cubiertos.
pero Nada es por la plata
pero Nadie es por mi plata
Dios, los dos a la vez:
Deme pan, deme pan!
6 de junho de 2010
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